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Até que ponto temos liberdade?

15 julho 2008

Um dos meus filmes favoritos sem dúvidas é Matrix, e em Matrix Reloaded, tem um trecho que gostei bastante e me levou a refletir, o diálogo ocorre em Zion, mais precisamente no setor onde se encontram as máquinas que permitem Zion funcionar, o diálogo é entre Neo e o conselheiro Hamman, em meio a conversa o conselheiro diz:

“Quase ninguém desce até aqui, a não ser que haja um problema, claro. É assim. Ninguém quer saber como algo funciona, basta que funcione. Eu gosto daqui. Gosto de lembrar que esta cidade sobrevive graças a essas máquinas. Elas nos mantêm vivos enquanto outras estão vindo nos matar. Interessante, não? O poder de dar vida… e o poder de tirá-la. Temos esse mesmo poder. Quando estou aqui em baixo penso em todos que ainda estão conectados à Matrix e, ao ver estas máquinas, sou forçado a pensar que, de certo modo, nós estamos conectados a elas”

Partindo disso, conversei bastante com meu irmão sobre o que é liberdade, aonde termina nossa liberdade e começa a necessidade? Assim como em Zion, nossa sociedade depende das máquinas, aonde quer que olhemos temos máquinas controlando nossa vida, processando alimentos, controlando aviões, purificando o ar, filtrando a água. Sim, talvez não sejamos tão dependentes quanto os moradores de Zion, mas de certa forma também somos.

A parte que gosto de realçar é quando o conselheiro diz que as máquinas os mantém vivos e que eles tem o poder de desligá-las, se assim quiserem. Ora, onde está a de liberdade nisso? se para exercer minha liberdade eu preciso desligar aquilo que me faz existir, será que realmente existe liberdade nessa escolha? ou eu sou refém das circunstâncias?

Novamente debatendo isso com meu irmão chegamos a conclusão que SIM, existe liberdade, pois embora eles deixem de existir, ELES tomaram essa decisão, ninguém mais.

Puxando a conversa mais pro lado da Informática, eu lembro que tive há pouco tempo uma conversa com o Daniel Ruoso, onde ele me dizia que não jogava nenhum jogo de computador ou video game que não fosse livre, e que não comprava nenhum console de videogame por eles também não serem livres. No começo achei meio xiitismo da parte dele, ora, é só um jogo, uma diversão, perguntei então pro Daniel: “Mas porque o jogo tem que ser livre?”, de pronto ele me respondeu: “Ora, se eu quiser adicionar, modificar ou remover qualquer coisa eu não posso”. Confesso que fiquei dias pensando nisso, fiquei pensando num nintendo wii livre, com jogos livres, e o Daniel comprando 200 jogos para ele, ele iria modificar os 200 jogos? iria olhar o codigo fonte dos 200 jogos? claro que não, ele não teria tempo para modificar tudo isso.. Então porque ter jogos livres? porque Software livre?

Ora, somente uma minoria da população sabe programar, e desses que sabem, boa parte não se interessaria de modificar um jogo que comprou no supermercado pro seu videogame.

Então por dias essa história dos jogos livres, liberdade, software livre e da conversa em Matrix ficaram martelando na minha cabeça, até que eu cheguei a seguinte conclusão: O Daniel está absolutamente certo, mesmo que ninguém vá modificar o joguinho, ele TEM que ser livre, pois mesmo que eu compre, jogue, jogue, e depois desista do joguinho e nunca olhei seu fonte, durante todo esse tempo eu tive o PODER, eu tive a LIBERDADE de escolher, o fonte estava ali, se eu modifiquei ou não ele estava disponível, a escolha era totalmente MINHA, dessa forma consegui juntar tudo que estava pensando sobre liberdade, e realmente entendi o diálogo do filme aplicado a vida real.

Bem, eu não vou parar de vez de jogar jogos fechados, não vou me desfazer do meu PS2, mas uma coisa eu vou adotar a partir de agora: meu pc só vai ter jogos livres, e cada vez mais vou jogar só jogos livres, até nunca (ou quase) mais jogar um jogo fechado.

nilson

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2 Comentários
  1. biro permalink

    Aroreii mesmo

  2. anonimo permalink

    aroreii que isso?:

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